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Revista FIEL


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02.12.2016
A graça de Deus
Artigo do Pr. Silas Malafaia

A graça de Deus é um dos principais temas da Bíblia. Todo o plano que o Senhor idealizou e concretizou para o ser humano está fundamentado em Sua graça, que se manifestou, sobretudo, na morte de Cristo, a fim de resgatar a humanidade afastada do seu Criador.

Graça é favor, mercê, benevolência. Em nosso contexto cristão, o que ela significa? É o favor benevolente, isto é, o favor de quem só faz o bem – Deus. É imerecida, amorosa e espontânea, oferecida pelo Senhor em benefício do ser humano, a fim de libertá-lo da escravidão do pecado. Graça é a expressão máxima da bondade de Deus, revelada pela pessoa de Jesus Cristo.

No Antigo Testamento, a palavra hebraica usada pelos escritores quando se referiam à graça é chen, derivada de chanan, que significa ser gracioso, misericordioso, ou, ainda, mostrar favor. Esse conceito está particularmente presente na expressão achar graça, registrada, por exemplo, na narrativa a respeito de Noé em Gênesis, contando que ele achou graça diante do Senhor (Gênesis 6.8).

No original grego, língua em que foi escrito o Novo Testamento, a palavra graça é charis, uma derivação do verbo charizomai, que tem o sentido de mostrar favor para com alguém, destacando a bondade daquele que é o doador e deixando clara a condição não meritória daquele que é o recebedor da doação.

No Novo Testamento, a palavra graça transmite a ideia de favor não merecido pelo homem, mas que, mesmo assim, é dado por Deus. Nesse sentido, podemos entender que a graça está repleta da misericórdia divina, pela qual o homem é salvo e justificado (Efésios 2.8; Romanos 3.24; 1 Coríntios 15.10).

Em Tito 2.11 lemos que a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens. Significa que ela é real, não algo abstrato, filosófico. A graça verdadeiramente acontece. É possível vermos a manifestação do favor divino em nossa vida.

Nos primeiros capítulos de Gênesis, o texto bíblico descreve o homem no jardim do Éden andando em proximidade com o Senhor. Depois, devido à desobediência e à consequente queda, o homem afastou-se espiritualmente dele. A partir de então, passamos todos a nascer com uma natureza corrompida, que nos mantém distanciados de Deus e impede nossa comunhão com o Criador.

Considerando a condição do ser humano como perdido e escravo do pecado, o Senhor intervém e busca restabelecer o relacionamento entre Ele e Suas criaturas. Deus, por meio de Sua graça, toma a iniciativa de alcançar o homem e redimi-lo. O Senhor o conhece e sabe que, por sua livre vontade e decisão, o homem jamais o procuraria, pois está morto em seus delitos, como afirmou Paulo em Efésios 2.1.

Apesar de nossa condição miserável e de não merecermos o amor de Deus, por Sua infinita misericórdia, Ele nos amou. Por Sua graça, o Pai nos enviou Jesus Cristo, e é por intermédio dele que podemos ser salvos.

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