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Aprenda com os próprios erros

“A maturidade que adquiri com os meus erros tem me levado a tentar comportar-me como uma pessoa sábia”, diz Pr. Silas Malafaia

02/09/2019 Aprenda com os próprios erros

Para mim, tem sido muito importante aprender com meus próprios erros. Vez ou outra eu costumo me perguntar: “Onde errei?”, “O que eu não faria novamente?”. A lista dos meus erros é grande, por isso vou apresentar somente um resumo dela.

Em primeiro lugar, errei ao pensar que poderia ajudar Deus em algo. Quando iniciei meu ministério, tentei abrir um negócio para me sustentar. Eu imaginava que não devia depender da igreja para o meu sustento. O resultado foi a falência daquele empreendimento. Depois, quando abri um segundo negócio imaginando que seria útil ao ministério, descobri que cometera mais um erro, e tive que amargar mais uma falência.

O que eu não conseguia entender era por que Deus não aceitava a minha ajuda. Perguntei-lhe certa vez por que Ele não me permitia ajudá-lo a ajudar-me. A resposta de Deus foi bem objetiva: “Fui eu que o chamei; portanto, você é quem deve depender de mim. Eu cuidarei de você e da sua família”.

Outro grande erro que cometi: vivi muitos anos no limite emocional e físico, no “fio da navalha”. Uma analogia interessante da minha situação são os carros da Fórmula 1. Eles andam a mais de 300 Km/h, mas, ao fazerem uma curva, precisam reduzir para 80 Km/h.

Eu andei muitos anos no limite, sem reduzir a velocidade. Podia ter me acabado, de modo que não estaria hoje aqui nem para falar sobre a minha vida. Errei mesmo. Não posso deixar de reconhecer que, se alguém pretende chegar a algum lugar, precisa arriscar. De vez em quando, temos que esticar a corda. Mas ninguém deve correr riscos durante tantos anos como eu corri. Recomendo terminantemente que você não siga o meu exemplo.

Quando paro e lembro-me dos anos durante os quais vivi no limite do risco, digo: “Senhor, perdoa-me pelo meu comportamento tolo; por ter vivido tanto tempo no limite, entre o desastre e a bênção”. Para não correr riscos, algumas pessoas acham que é melhor não ir a lugar algum. Essa atitude é o outro extremo, o da segurança conservadora.

Eis outro erro que reconheço aqui, e talvez esse tenha sido o meu erro fundamental: ser duro e inflexível com assuntos subjetivos, em relação aos quais eu podia ter sido maleável. Agi muitas vezes com dureza em questões de gravidade relativa, como se estivesse lidando com assuntos seríssimos. Errei. Recorria à mesma força, à mesma energia que empregava em batalhas vitais, e a desperdiçava ao lidar com coisas de valor inferior. Não precisava ter me desgastado tanto, ter brigado tanto por bobagens.

Minha lista de erros é bem grande; por isso, vou parar por aqui. A maturidade que adquiri com os meus erros tem me levado a tentar comportar-me como uma pessoa sábia, que aprende com base nas experiências dos outros.

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