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Aprendendo a alimentar a multidão

Para alimentarmos a multidão com a verdade, ministrando-lhe a Palavra com poder e graça, precisamos conhecê-la e vivenciá-la

10/02/2020 Aprendendo a alimentar a multidão

Por Silas Malafaia

 

Enfatizamos que, além da compaixão, nossa obediência é muito apreciada pelo Senhor. Aliás, é a condição para Ele cumprir muitas promessas que nos fez em Sua Palavra e ao longo de nossa caminhada cristã. Contudo, obedecer a Deus, às vezes, não é simples e, se as circunstâncias forem muito adversas, certas ordens podem até parecer ilógicas.

Para os discípulos, a princípio, talvez tenha sido estranha a ordem do Mestre quanto à multidão: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer (Mateus 14.16). Eles sabiam que o lugar onde estavam acampados era deserto e apartado, longe das aldeias, já era tarde e a multidão era enorme (quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças). Então, contra argumentaram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes (v. 17). Em outras palavras: “Jesus, será que o Senhor não sabe que não temos como cumprir essa ordem?”.

É claro que Jesus estava ciente da complexidade do problema e da impossibilidade de os discípulos, sem a intervenção dele, alimentar aquela grande multidão. Então, deu a seguinte instrução: Trazei-mos aqui [os pães e peixes]. Eles acataram essa instrução e as outras que se seguiram, então participaram do milagre que Cristo operou.

Não é fácil alimentar uma multidão, com necessidades, às vezes, tão grandes e tão distintas, mas Deus sabe do que cada um no meio da multidão precisa e conta conosco, como Seus cooperadores, como trabalhadores da Sua vinha, para distribuir Seu banquete no deserto.

Para alimentarmos a multidão com a verdade, ministrando-lhe a Palavra com poder e graça, precisamos conhecê-la e vivenciá-la. Não adianta termos um estereótipo de cristão, frequentarmos uma igreja e praticarmos boas obras, sem de fato termos sido regenerado espiritualmente por Deus, viver em obediência a Ele e ter o Espírito Santo nos guiando. As boas obras devem ser consequência de uma vida de comunhão profunda com o Senhor, e não algo para atrair notoriedade para nós mesmos.

Antes, deve ser algo que ateste nossa salvação e leve outros a glorificar Deus e com sinceridade desejar conhecê-lo.

Este texto é baseado em meu livro Aprendendo com Jesus

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