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Uma conversa com Lêda Vieira sobre a capelania prisional

Lêda Vieira é coordenadora da capelania prisional que, com apoio da Avec, atua no Rio de Janeiro

28/02/2024 Uma conversa com Lêda Vieira sobre a capelania prisional

Lêda Vieira é coordenadora da capelania prisional que, com apoio da Avec, atua no Rio de Janeiro. Com o objetivo de preparar detentos para a ressocialização, o projeto oferece curso de informática, atendimento jurídico, casamentos coletivos, exames de vista, cartas de emprego e outros. Conheça um pouco mais sobre a Lêda:

Como se envolveu com capelania prisional?
No ano de 2008, eu precisava de ajuda para um membro da minha família que estava preso injustamente. Fui a uma unidade prisional e, quando cheguei, me identifiquei como membro da Advec sede. O diretor Dr. Gilson Nogueira me pediu para que fizéssemos cultos lá. Conversei com o nosso pastor José Santos e com o pastor Francisco Nobre, que autorizaram e, então, implantamos a Escola Bíblica. Logo a seguir, tínhamos 15 irmãos que nos ajudavam nas aulas de EBD. Hoje, somos 74.

Como a Avec entrou nessa história?
O diretor nos pediu ajuda para os internos e alunos da classe de Escola Bíblica. Nós implantamos o curso de informática com a Avec. Muitos detentos queriam regularizar suas vidas conjugais, e a Avec abraçou o meu projeto Rumo ao Altar, de casamentos coletivos, e totalizamos 689 casais beneficiados. Nunca mais a Avec deixou de ajudar.

Qual história mais marcante presenciou durante esses anos?
São várias! Uma delas foi a conversão de um líder de uma facção do Rio de Janeiro. Nós fizemos o casamento dele, ofertamos a formação em informática e, após largar o crime e ganhar o regime semiaberto, conseguimos carta de emprego. Hoje, ele faz toda diferença na sociedade e trabalha na Gráfica Oficial do Estado do Rio de Janeiro.

O que você enxerga como a maior necessidade que os detentos têm?
Eles têm necessidade de oportunidades. De primeira, investimos pesado para suas conversões ao Evangelho. Após libertos, oferecemos oportunidade de formação profissional e capacitação para enfrentar o mercado de trabalho, porque eles têm a desvantagem por terem sido ex- presidiários. Não adianta só prender se não houver políticas públicas para tornar detentos em cidadãos de bem.

Qual seu maior sonho para o projeto?
Meu maior sonho é vê-los aos pés de Cristo. Hoje, isso acontece nas classes de EBD, que têm mais de 700 alunos convertidos. Mas gostaria muito de ter mais projetos de formação profissional! Desejo uma universidade atuando diretamente por sistema de videoaula com pelos menos vinte formações acadêmicas e vinte cursos técnicos implantados nas 45 Unidades Prisionais do Estado do Rio de Janeiro. Desejo que nossos políticos olhem para essa massa carcerária que um dia sairá de liberdade. Não temos prisão perpétua e nem pena de morte. Dessa forma, é preciso pensar o que a saída desse egresso vai causar à sociedade.

Clique aqui e conheça mais sobre esse projeto
 

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